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Notícias arquivadas
» Coordenador
da InternicheBrasil ministra palestras no México (13/03/2007). Confira
» O
rato no centro de um conflito ético (23/10/2006).
Confira
a matéria.
» Vivissecção
nas universidades do Paraná (22/09/2006).
Confira a
matéria.
» Prêmio
Educação Humanitária 2005 - Prêmio internacional promove
implementação de métodos alternativos. Leia
mais.
» UFMG suspende aula com animais - Aula demonstrativa de fisiologia cardiovascular em cães foi retirada de prática depois de sugestão do comitê de ética.
Leia mais.
» As palestras da Conferência
da Interniche 2005 estão disponíveis para download.
Confira aqui
» Metodologia de ensino desenvolvida na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP permite que animais sejam poupados com a exibição de cirurgias por meio de vídeo-aula.
Leia mais.
»
Novo livro sobre métodos alternativos, de autoria do
biólogo Sérgio Greif, é lançado pelo Instituto Nina Rosa.
Leia mais.
»
A perspectiva de um professor de veterinária sobre o uso de animais
na educação. Leia mais.
» Uso de cães no ensino de farmacologia e fisiologia
questionado na Faculdade de Medicina da UCSD, nos EUA. Este ano, 50
estudantes, de 120, recusaram-se a participar das aulas.
Leia mais.
» A Universidade de British
Columbia, no Canadá, abandona o uso de animais no ensino de medicina.
Estudantes passarão a aprender, a partir de setembro deste ano, em
modelos, simulações computadorizadas e em pacientes humanos, em
ambiente clínico.
Leia mais.
» Estudo demonstra um declínio brusco no uso de animais,
especialmente cães, na educação médica norte-americana.
Confira também a lista de faculdades médicas norte americanas que não
usam animais na graduação. Leia
mais.
»
Substituição do
uso de animais na Itália chega a 71% (103 universidades).
» Relato de estudante de veterinária
contra abuso em pratica de vivissecção na UFRPE (Rural de Pernambuco).
» Universidade Nacional de Brasília (UnB)
promove recurso alternativo on-line.
»
Denúncia
expõe ao público práticas de vivissecção realizada na disciplina de
técnica cirúrgica na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
» UFRGS investe no ensino de técnica operatória sem o uso de animais
(24/05/2006). Leia
mais.
» Revista
Época Online. Documentário analisa se é justo ou não matar cerca de 100 milhões de animais todos os anos para estudos e propõe alternativas.
Leia
mais.
» Folha
de São Paulo Online traz matéria sobre uso
de animais no ensino (07/04/06). Leia
mais.
Substituição do uso de animais
na Itália chega a 71%
Fonte: InterNICHE
Na Itália, graças a uma situação judicial particularmente
favorável, a abolição do uso de animais em experimentos didáticos
chegou aos 71% das universidades (103 faculdades), onde métodos
alternativos vêm sendo aplicados.
Gostaríamos de relatar a estratégia que viemos
seguindo para alcançar este resultado, na esperança que nossa
experiência possa ser útil em outros países. Em 12 de Outubro de 1993 o
Parlamento Italiano aprovou uma lei (413/93) sobre "Objeção de
Consciência no Uso de Animais". O artigo 1 desta lei afirma que:
"Cidadãos, em obediência à sua consciência,
exercitando seu direito à liberdade de idéias, consciência, e
religião, reconhecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos; a
Convenção pela Preservação dos Direitos da Humanidade e Liberdades
Básicas; e o Pacto Internacional pelos Direitos Políticos e Civis, que
se oponham à violência contra todas formas vivas, podem declarar sua
objeção de consciência contra qualquer e todo ato relacionado à
experimentação animal"
O uso de animais na educação é tratado no artigo 4:
"No início do ano acadêmico subsequente à data
em que esta lei seja publicada, cursos que não envolvam atividades ou
intervenções de experimentação animal devem ser ativados a crédito
acadêmico integral"
Como consequência, dois problemas surgem:
1. A necessidade de diferente organização entre
cursos, uma vez que cada curso que requeria o uso de animais seria
dividido em duas partes: uma para as dissecções tradicionais ou o uso de
animais, e a outra para os estudantes que declararam sua objeção e optam
pelos métodos alternativos.
2. O custo de alguns dos métodos alternativos
Na prática, nós oferecemos aos professores uma lista
de métodos. A lista foi adquirida, em geral, do livro "From Guinea
Pig to Computer Mouse" (InterNICHE), de onde eles podiam escolher o
material que precisariam; e criamos o fundo "Educação sem
Animais" para comprar tais métodos. O fundo foi apoiado por algumas
associações de direitos animais e alguns municípios italianos.
Como resultado, 103 faculdades científicas italianas
(faculdades de Medicina e Cirurgia, Ciências Naturais, Física e
Matemática, de Farmácia e de Medicina Veterinária) decidiram não mais
utilizar animais para quaisquer finalidades educativas.
As declarações de algumas faculdades são
particularmente interessantes:
- "Os métodos alternativos são muito bons"
(Universidade de Milão)
- "Eles são próprios para as finalidades
educativas, sem dúvida" (Universidade de Teramo)
- "Realmente inovador" (Universidade de Parma)
- "Moderno, de um bom nível científico, nos
padrões europeus" (Universidade de Padova)
- "É possível substituir o uso de animais por
métodos alternativos" (Universidade de Modena)
Tudo isso foi possível devido à existência de uma lei
garantindo o direito à objeção de consciência à vivissecção.
Acreditamos que o exemplo de um alto percentual de instituições de
ensino superior em um país desenvolvido estarem adotando métodos
alternativos poderia ser útil em qualquer lugar para mostrar que declarar
que o uso de animais é necessário não é mais possível.
Dra. Marina Berati
Yuri Bautta
Veja a
lista de faculdades que não utilizam mais animais para finalidades
educativas
topo
Denúncia na Universidade
Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Fonte: Lista de Defesa Animal/Animalista
"Sou estudante de medicina veterinária da UFRPE e venho através deste
e-mail fazer uma denúncia a respeito de uma barbaridade que ocorreu na
ultima quinta-feira (14 de março) durante uma aula prática de patologia
especial sob o comando do professor Mário ( Patologia especial )
e que deixou a maioria dos alunos do 6° período/manhã chocados.
No inicio da aula, só existiam animais congelados, impróprios para
estudo, então o professor Mário observou a existência de uma cadela vira-lata em um
dos canis e perguntou ao funcionário "Batista" qual a procedência daquele
animal e porque ele estava ali, o funcionário respondeu que o animal havia
vindo do CVA (o que não é permitido segundo as normas da universidade) e
que
não tinha nada (palavras ditas na frente de mais de 30 alunos), ou seja,
não havia motivos para o animal ser sacrificado (se a aula é de patologia o
que vamos observar em um animal sadio?), então o professor mandou que Batista,
pessoa sem a menor técnica ou profissionalismo, aplica-se 20 mls de
sulfato de magnésio IV na cadela e logo após colocou-a sobre a mesa, momentos
antes de se iniciar a abertura das cavidades do animal, os alunos gritaram pois
ela ainda apresentava reflexos palpebrais e batimento cardíaco, o
professor assustado com a situação pediu que o mesmo funcionário aplica-se mais 20
mls do mesmo produto por via intra-cardíaca e, pasmem, após a aplicação o
ventre da cadela começou a se mexer, ela estava prenha, haviam quatro filhotes em
fase final de desenvolvimento que morreram com as aplicações do veneno.
Frente a esta atrocidade eu solicito ajuda para que a dignidade dos animais seja respeitada
mesmo na hora de sua morte.
Quaisquer dúvidas ou esclarecimentos é só procurar a turma do 6° período/manhã de veterinária da UFRPE.
O que não faltam são testemunhas!
Obrigado"
Para envio de e-mail a respeito do assunto, favor
dirigir-se à diretoria do Departamento de Veterinária da UFRPE-
dvm@ufrpe.br
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Universidade de Brasília (UnB)
implementa método alternativo on-line
Fonte: Informativo Arca/Brasil
Alunos de Farmacologia Veterinária da Faculdade de Agronomia e Medicina
Veterinária da Universidade de Brasilia (UnB) aprendem sobre ação e os
efeitos de diversas drogas nos animais com o programa Farmacologia Basica
do Sistema Nervoso Autonomo por Simulação computadorizada do prof. Szulim
Ber Zyngier, orientados pelo prof. Ricardo Titze desde 1998. Ele coordena a
sala
virtual - Medicina Veterinária, disponível no
http://uvnt.universidadevirtual.br/VET/entrada.htm
que traz textos, casos
clínicos e fóruns de discussão. Na universidade ha ainda a proposta
intitulada UnB - "Projeto nota A em Bem-Estar Animal", que reúne as ações
realizadas para diminuir o número de animais em aulas práticas. Na USP
também
está aumentando as adesões a métodos alternativos e no depto. de
Patologia da FMUZ estão desenvolvendo o rato mecânico, em fase de testes.
Nos EUA mais de 70% das universidades não utilizam mais animais vivos e
na Alemanha nenhuma instituição o faz.
As instituições interessadas em aplicar ensino sem dor podem agendar
palestras pelo e-mail: ensinosemdor@arcabrasil.org.br
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Denúncia expõe a crueldade de
práticas de vivissecção na Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Fonte: Clube das Pulgas (Curitiba)/Correio do Povo
Os 93 alunos de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da
disciplina de Técnica Cirúrgica, estão com as aulas suspensas desde
segunda-feira. A paralisação se deu após um atentado contra o setor, que
utiliza cães para a prática da matéria. Na madrugada de quinta para
sexta-feira da semana passada, alguém invadiu o Instituto de Pesquisa Egas
Penteado Izique, no Hospital das Clínicas (HC), lugar onde os ANIMAIS são
mantidos, soltou os que estavam vivos, abriu os recipientes que mantinham os
mortos e fez uma pilha com os corpos dos cachorros na porta da sala.
"Dou aulas há 24 anos, foi a primeira vez que vi algo tão agressivo", diz a
coordenadora de Técnica Cirúrgica, professora Maria de Lurdes Biondo Simões.
Ela suspendeu as aulas até que a universidade providencie vigilância
constante para o lugar. Apesar da paralisação, Maria de Lurdes garante que
os alunos não serão prejudicados. "Já conversei com a turma, tudo que for
perdido será reposto." O setor utiliza em média 21 ANIMAIS por semana para
as aulas. São cachorros de rua ou abandonados, recolhidos no Canil
Municipal.
A professora afirma que os cães recebem todo o tratamento indicado pelas
normas federais do Ministério da Educação, que prevê o uso dos ANIMAIS para
a prática de certas matérias no curso de Medicina – nenhum vai para a mesa
de cirurgia sem estar devidamente anestesiado. "Antes de iniciar a
disciplina ensinamos ética aos estudantes, para que respeitem e tratem os
cachorros com dignidade." A professora reforça a necessidade da prática com
os ANIMAIS como requisito básico na formação dos futuros profissionais de
Medicina. "Ninguém está na aula para maltratar os bichos, poupamos os
ANIMAIS ao máximo." Um relatório sobre o incidente foi encaminhado à
Consultoria e Procuradoria Jurídica da UFPR, que vai investigar o caso e
apurar os possíveis responsáveis.
O atentado aconteceu quatro dias depois de uma visita da Delegacia do Meio
Ambiente ao setor. O delegado adjunto Naylor Robert de Lima explica que
recebeu a notícia de que os cães estariam sendo mau tratados e mandou uma
equipe de investigadores para averiguar a situação. A denúncia de maus
tratos, de acordo com o delegado, foi feita por vizinhos do hospital. "A
princípio não verificamos nada irregular no local", adianta Lima. O caso
será definido em uma audiência pública marcada para 10 de julho, no Juizado
de Causas Especiais. Os autores da denúncia e os professores responsáveis
pela disciplina, Maria de Lurdes Biondo Simões e Celso Fernando Ribeiro de
Araújo, vão prestar esclarecimentos. A pena para o crime de maus tratos,
prevista no artigo 32 da Legislação Ambiental, varia de 3 meses a 1 ano de
prisão, além de multa definida em juízo.
ACUSAÇÕES
Estudantes negam ação
Um dos representantes da turma de alunos de Medicina prejudicada pelo
incidente, o estudante Anderson Marcelo Winkler, afirma que os cães usados
nas aulas não são maltratados. "Precisamos da disciplina, não há como
aprender técnica de cirurgia praticando em uma casca de árvore." Hoje, os
alunos fariam uma prova prática de Técnica Cirúrgica – a última antes do fim
do semestre. A avaliação provavelmente vai ficar para depois das férias de
julho.
A reportagem recebeu na segunda-feira a denúncia de que a ONG Clube das
Pulgas estaria envolvida nas denúncias sobre maus tratos durante as aulas e
no incidente de semana passada no Hospital das Clínicas. A presidente da
ONG, Rosana Vicente Gnipper, garante que a entidade não participou da ação,
nem oficializou a denúncia. "Apoiamos as pessoas que entraram com a acusação
de maus tratos, mas não fomos responsáveis por nenhum tipo de atentado no
hospital." Apesar disso, ela conta que a ONG está empenhada na causa que
pede o fim da vivissecção – o uso de animais para estudo de práticas
cirúrgicas. "Estamos ao lado de todos os que são contrários a essa
atividade."
Ação similar à esta aconteceu na Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC). Mais informações podem ser obtidas no site:
www.geocities.com/RainForest/Vines/5011/vivisseccao.html
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