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Notícias arquivadas

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UFMG suspende aula com animais -
Aula demonstrativa de fisiologia cardiovascular em cães foi retirada de prática depois de sugestão do comitê de ética. Leia mais.

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As palestras da Conferência da Interniche 2005 estão disponíveis para download. Confira aqui

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Metodologia de ensino desenvolvida na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP permite que animais sejam poupados com a exibição de cirurgias por meio de vídeo-aula. Leia mais.

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Novo livro sobre métodos alternativos, de autoria do biólogo Sérgio Greif, é lançado pelo Instituto Nina Rosa. Leia mais.

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A perspectiva de um professor de veterinária sobre o uso de animais na educação. Leia mais.

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Uso de cães no ensino de farmacologia e fisiologia questionado na Faculdade de Medicina da UCSD, nos EUA. Este ano, 50 estudantes, de 120, recusaram-se a participar das aulas. Leia mais.

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A Universidade de British Columbia, no Canadá, abandona o uso de animais no ensino de medicina. Estudantes passarão a aprender, a partir de setembro deste ano, em modelos, simulações computadorizadas e em pacientes humanos, em ambiente clínico. 
Leia mais.

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Estudo demonstra um declínio brusco no uso de animais, especialmente cães, na educação médica norte-americana. Confira também a lista de faculdades médicas norte americanas que não usam animais na graduação. Leia mais.

» Substituição do uso de animais na Itália chega a 71% (103 universidades).

» Relato de estudante de veterinária contra abuso em pratica de vivissecção na UFRPE (Rural de Pernambuco).

» Universidade Nacional de Brasília (UnB) promove recurso alternativo on-line.

» Denúncia expõe ao público práticas de vivissecção realizada na disciplina de técnica cirúrgica  na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

» UFRGS investe no ensino de técnica operatória sem o uso de animais (24/05/2006). Leia mais.

» Revista Época Online. Documentário analisa se é justo ou não matar cerca de 100 milhões de animais todos os anos para estudos e propõe alternativas. Leia mais.

» Folha de São Paulo Online traz matéria sobre uso de animais no ensino (07/04/06). Leia mais.

 


Substituição do uso de animais na Itália chega a 71%
Fonte: InterNICHE

Na Itália, graças a uma situação judicial particularmente favorável, a abolição do uso de animais em experimentos didáticos chegou aos 71% das universidades (103 faculdades), onde métodos alternativos vêm sendo aplicados.

Gostaríamos de relatar a estratégia que viemos seguindo para alcançar este resultado, na esperança que nossa experiência possa ser útil em outros países. Em 12 de Outubro de 1993 o Parlamento Italiano aprovou uma lei (413/93) sobre "Objeção de Consciência no Uso de Animais". O artigo 1 desta lei afirma que:

"Cidadãos, em obediência à sua consciência, exercitando seu direito à liberdade de idéias, consciência, e religião, reconhecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos; a Convenção pela Preservação dos Direitos da Humanidade e Liberdades Básicas; e o Pacto Internacional pelos Direitos Políticos e Civis, que se oponham à violência contra todas formas vivas, podem declarar sua objeção de consciência contra qualquer e todo ato relacionado à experimentação animal"

O uso de animais na educação é tratado no artigo 4:

"No início do ano acadêmico subsequente à data em que esta lei seja publicada, cursos que não envolvam atividades ou intervenções de experimentação animal devem ser ativados a crédito acadêmico integral"

Como consequência, dois problemas surgem:

1. A necessidade de diferente organização entre cursos, uma vez que cada curso que requeria o uso de animais seria dividido em duas partes: uma para as dissecções tradicionais ou o uso de animais, e a outra para os estudantes que declararam sua objeção e optam pelos métodos alternativos.

2. O custo de alguns dos métodos alternativos

Na prática, nós oferecemos aos professores uma lista de métodos. A lista foi adquirida, em geral, do livro "From Guinea Pig to Computer Mouse" (InterNICHE), de onde eles podiam escolher o material que precisariam; e criamos o fundo "Educação sem Animais" para comprar tais métodos. O fundo foi apoiado por algumas associações de direitos animais e alguns municípios italianos.

Como resultado, 103 faculdades científicas italianas (faculdades de Medicina e Cirurgia, Ciências Naturais, Física e Matemática, de Farmácia e de Medicina Veterinária) decidiram não mais utilizar animais para quaisquer finalidades educativas.

As declarações de algumas faculdades são particularmente interessantes:

  • "Os métodos alternativos são muito bons" (Universidade de Milão)
  • "Eles são próprios para as finalidades educativas, sem dúvida" (Universidade de Teramo)
  • "Realmente inovador" (Universidade de Parma)
  • "Moderno, de um bom nível científico, nos padrões europeus" (Universidade de Padova)
  • "É possível substituir o uso de animais por métodos alternativos" (Universidade de Modena)

Tudo isso foi possível devido à existência de uma lei garantindo o direito à objeção de consciência à vivissecção. Acreditamos que o exemplo de um alto percentual de instituições de ensino superior em um país desenvolvido estarem adotando métodos alternativos poderia ser útil em qualquer lugar para mostrar que declarar que o uso de animais é necessário não é mais possível.

Dra. Marina Berati
Yuri Bautta

Veja a lista de faculdades que não utilizam mais animais para finalidades educativas

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Denúncia na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Fonte: Lista de Defesa Animal/Animalista

"Sou estudante de medicina veterinária da UFRPE e venho através deste e-mail fazer uma denúncia a respeito de uma barbaridade que ocorreu na ultima quinta-feira (14 de março) durante uma aula prática de patologia especial sob o comando do professor Mário ( Patologia especial )
e que deixou a maioria dos alunos do 6° período/manhã chocados.
No inicio da aula, só existiam animais congelados, impróprios para
estudo, então o professor Mário observou a existência de uma cadela vira-lata em um dos canis e perguntou ao funcionário "Batista" qual a procedência daquele
animal e porque ele estava ali, o funcionário respondeu que o animal havia
vindo do CVA (o que não é permitido segundo as normas da universidade) e
que não tinha nada (palavras ditas na frente de mais de 30 alunos), ou seja,
não havia motivos para o animal ser sacrificado (se a aula é de patologia o 
que vamos observar em um animal sadio?), então o professor mandou que Batista,
pessoa sem a menor técnica ou profissionalismo, aplica-se 20 mls de 
sulfato de magnésio IV na cadela e logo após colocou-a sobre a mesa, momentos 
antes de se iniciar a abertura das cavidades do animal, os alunos gritaram pois
ela ainda apresentava reflexos palpebrais e batimento cardíaco, o 
professor assustado com a situação pediu que o mesmo funcionário aplica-se mais 20 
mls do mesmo produto por via intra-cardíaca e, pasmem, após a aplicação o
ventre da cadela começou a se mexer, ela estava prenha, haviam quatro filhotes em
fase final de desenvolvimento que morreram com as aplicações do veneno.
Frente a esta atrocidade eu solicito ajuda para que a dignidade dos animais seja respeitada 
mesmo na hora de sua morte. Quaisquer dúvidas ou esclarecimentos é só procurar a turma do 6° período/manhã de veterinária da UFRPE.
O que não faltam são testemunhas!
Obrigado"

Para envio de e-mail a respeito do assunto, favor dirigir-se à diretoria do Departamento de Veterinária da UFRPE- dvm@ufrpe.br

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Universidade de Brasília (UnB) implementa método alternativo on-line
Fonte: Informativo Arca/Brasil

Alunos de Farmacologia Veterinária da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasilia (UnB) aprendem sobre ação e os
efeitos de diversas drogas nos animais com o programa Farmacologia Basica 
do Sistema Nervoso Autonomo por Simulação computadorizada do prof. Szulim 
Ber Zyngier, orientados pelo prof. Ricardo Titze desde 1998. Ele coordena a 
sala virtual - Medicina Veterinária, disponível no
http://uvnt.universidadevirtual.br/VET/entrada.htm   
que traz textos, casos clínicos e fóruns de discussão. Na universidade ha ainda  a proposta
intitulada UnB - "Projeto nota A em Bem-Estar Animal", que reúne as ações
realizadas para diminuir o número de animais em aulas práticas. Na USP 
também está aumentando as adesões a métodos alternativos e no depto. de 
Patologia da FMUZ estão desenvolvendo o rato mecânico, em fase de testes.
Nos EUA mais de 70% das universidades não utilizam mais animais vivos e 
na Alemanha nenhuma instituição o faz. As instituições interessadas em aplicar ensino sem dor podem agendar
palestras pelo e-mail: ensinosemdor@arcabrasil.org.br

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Denúncia expõe a crueldade de práticas de vivissecção na Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Fonte: Clube das Pulgas (Curitiba)/Correio do Povo

Os 93 alunos de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da 
disciplina de Técnica Cirúrgica, estão com as aulas suspensas desde 
segunda-feira. A paralisação se deu após um atentado contra o setor, que 
utiliza cães para a prática da matéria. Na madrugada de quinta para 
sexta-feira da semana passada, alguém invadiu o Instituto de Pesquisa Egas 
Penteado Izique, no Hospital das Clínicas (HC), lugar onde os ANIMAIS são 
mantidos, soltou os que estavam vivos, abriu os recipientes que mantinham os 
mortos e fez uma pilha com os corpos dos cachorros na porta da sala.

"Dou aulas há 24 anos, foi a primeira vez que vi algo tão agressivo", diz a 
coordenadora de Técnica Cirúrgica, professora Maria de Lurdes Biondo Simões. 
Ela suspendeu as aulas até que a universidade providencie vigilância 
constante para o lugar. Apesar da paralisação, Maria de Lurdes garante que 
os alunos não serão prejudicados. "Já conversei com a turma, tudo que for 
perdido será reposto." O setor utiliza em média 21 ANIMAIS por semana para 
as aulas. São cachorros de rua ou abandonados, recolhidos no Canil 
Municipal.

A professora afirma que os cães recebem todo o tratamento indicado pelas 
normas federais do Ministério da Educação, que prevê o uso dos ANIMAIS para 
a prática de certas matérias no curso de Medicina – nenhum vai para a mesa 
de cirurgia sem estar devidamente anestesiado. "Antes de iniciar a 
disciplina ensinamos ética aos estudantes, para que respeitem e tratem os 
cachorros com dignidade." A professora reforça a necessidade da prática com 
os ANIMAIS como requisito básico na formação dos futuros profissionais de 
Medicina. "Ninguém está na aula para maltratar os bichos, poupamos os 
ANIMAIS ao máximo." Um relatório sobre o incidente foi encaminhado à 
Consultoria e Procuradoria Jurídica da UFPR, que vai investigar o caso e 
apurar os possíveis responsáveis.

O atentado aconteceu quatro dias depois de uma visita da Delegacia do Meio 
Ambiente ao setor. O delegado adjunto Naylor Robert de Lima explica que 
recebeu a notícia de que os cães estariam sendo mau tratados e mandou uma 
equipe de investigadores para averiguar a situação. A denúncia de maus 
tratos, de acordo com o delegado, foi feita por vizinhos do hospital. "A 
princípio não verificamos nada irregular no local", adianta Lima. O caso 
será definido em uma audiência pública marcada para 10 de julho, no Juizado 
de Causas Especiais. Os autores da denúncia e os professores responsáveis 
pela disciplina, Maria de Lurdes Biondo Simões e Celso Fernando Ribeiro de 
Araújo, vão prestar esclarecimentos. A pena para o crime de maus tratos, 
prevista no artigo 32 da Legislação Ambiental, varia de 3 meses a 1 ano de 
prisão, além de multa definida em juízo.

ACUSAÇÕES
Estudantes negam ação

Um dos representantes da turma de alunos de Medicina prejudicada pelo 
incidente, o estudante Anderson Marcelo Winkler, afirma que os cães usados 
nas aulas não são maltratados. "Precisamos da disciplina, não há como 
aprender técnica de cirurgia praticando em uma casca de árvore." Hoje, os 
alunos fariam uma prova prática de Técnica Cirúrgica – a última antes do fim 
do semestre. A avaliação provavelmente vai ficar para depois das férias de 
julho.

A reportagem recebeu na segunda-feira a denúncia de que a ONG Clube das 
Pulgas estaria envolvida nas denúncias sobre maus tratos durante as aulas e 
no incidente de semana passada no Hospital das Clínicas. A presidente da 
ONG, Rosana Vicente Gnipper, garante que a entidade não participou da ação, 
nem oficializou a denúncia. "Apoiamos as pessoas que entraram com a acusação 
de maus tratos, mas não fomos responsáveis por nenhum tipo de atentado no 
hospital." Apesar disso, ela conta que a ONG está empenhada na causa que 
pede o fim da vivissecção – o uso de animais para estudo de práticas 
cirúrgicas. "Estamos ao lado de todos os que são contrários a essa 
atividade."

Ação similar à esta aconteceu na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mais informações podem ser obtidas no site: www.geocities.com/RainForest/Vines/5011/vivisseccao.html

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