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O que é o GETEA?
O Grupo Estudantil pelo Tratamento Ético dos Animais (GETEA) é um grupo criado por estudantes de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com o objetivo de reunir estudantes interessados na discussão sobre os métodos que podem substituir o uso de animais em experiências para fins didáticos ou científicos.
De sua criação, em março, até agosto de 2005, o grupo reuniu cerca de 50 estudantes de universidades de Belo Horizonte e outras cidades e promove encontros mensais para debater temas relacionados a vivissecção e métodos substitutivos, além de procurar unir idéias na busca pelas melhores alternativas para a luta pelo bem-estar e direitos dos animais.
Em maio de 2005, o GETEA propôs à presidente do CETEA - Comissão de Ética em Experimentação Animal - da UFMG a realização de um evento onde seriam abordados temas relacionados ao bem-estar animal na universidade. No mês de agosto aconteceu, em Belo Horizonte, o I Simpósio de Ética em Experimentação Animal, organizado pelo CETEA e pelo COEP - Comissão de Ética em Pesquisas com Seres Humanos. Consideramos este simpósio a primeira grande conquista do GETEA, o que acabou servindo como incentivo para divulgarmos cada vez mais o grupo e continuarmos na luta pelo tratamento ético dos animais.
Próximas atuações
Outro projeto já aprovado pela Escola de Veterinária da UFMG é a feira de adoção de cães e gatos, juntamente com palestras sobre guarda cuidadosa e responsável dos animais de estimação. O evento ocorrerá na UFMG, ainda em 2005, e contará com a participação de professores da UFMG e ONGs de Belo Horizonte em sua organização.
Depois desta primeira vitória do GETEA, os nossos esforços estão voltados para debater os métodos viáveis para acabar com as aulas em que são usados/mortos animais nas aulas de Farmacologia, Fisiologia, Anatomia, Técnica Cirúrgica, dentre outras disciplinas dos cursos da área de biomédicas e biológicas em todo o Brasil.
GETEA: História e motivação para sua criação
Antes da organização do grupo, apenas três estudantes da UFMG estavam à frente da luta contra aulas de fisiologia em que eram mortos cães, ratos e rãs. Depois de muitas tentativas de diálogo com professores, esses estudantes entraram em contato com ONGs de proteção dos animais, que organizaram grandes protestos contra essas aulas e entregaram uma representação ao Ministério Público Federal.
A Polícia Federal foi acionada e, em novembro de 2004, agentes federais foram até o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, onde ocorreria uma aula em que seriam mortos 4 cães vindos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Belo Horizonte. A aula foi suspensa e os cães salvos foram levados para canis da ONG CãoViver, que cuida de mais de 100 cães e gatos resgatados das ruas de BH ou vítimas de maus-tratos.
Como o departamento de fisiologia estava agindo fora das normas do próprio Comitê de Ética em Experimentação Animal da UFMG, e infringindo as leis 6638/79 e 9605/98, diversas outras aulas em que seriam mortos animais foram suspensas.
Depois de se adaptarem a algumas exigências da Polícia Federal e do Ministério Público, enquanto corria o processo, a UFMG conseguiu uma liminar que permitia a realização da vivissecção para fins didáticos no departamento de fisiologia do
ICB.
A partir daí, para cada prática de vivissecção, havia um veterinário disponível para auxiliar em procedimentos cirúrgicos, eutanásia, além da monitoração de anestésicos nos animais.
O número de animais usados caiu em até 50% em determinadas práticas, sendo que na parte de Fisiologia Renal, as aulas foram suspensas definitivamente.
A repercussão foi grande em toda Minas Gerais e a sociedade já se mobilizava enviando e-mails e cartas de protesto contra essas práticas para professores e coordenadores dos cursos da UFMG.
No primeiro semestre de 2005, antes de uma prática do curso de Medicina onde são mortos cães vindos do CCZ, vários órgãos da imprensa foram até o ICB, na UFMG, filmaram os procedimentos e pegaram opiniões de professores e alunos. Apesar de os cães terem sido mortos, tivemos bons resultados. Uma matéria de mais de uma hora em uma emissora de TV local, em horário de almoço, mostrou ainda mais detalhes sobre a realidade do tratamento que os animais recebiam em aulas na UFMG.
Contrariando toda a tendência mundial, que indica claramente que a vivissecção para fins didáticos está com seus dias contados, a UFMG insiste em abusar dessas práticas, fechando os olhos para os métodos substitutivos, tão eficientes quanto qualquer prática com animais vivos. Artigos que comprovam a eficácia das alternativas podem ser encontrados no site da InterNiche (www.internichebrasil.org) e na Pubmed
-(www.pubmed.com).
No I Simpósio de Ética em Experimentação Animal, ocorrido em agosto de 2005, na UFMG, o diretor da Escola de Veterinária da UFMG, Roberto Baracat de Araújo, se dirigindo a uma professora de fisiologia do ICB-UFMG, congressista, disse: "Vamos usar o bom senso. Chega dessa matança de animais. Filmem apenas uma aula, com um animal, e mostrem, daí pra frente, nas aulas práticas, já que a demonstração desses procedimentos é mesmo tão necessária".
Veterinários, médicos, biólogos e muitos professores já tornaram pública a posição contrária a essas práticas que ainda acontecem em várias universidades do país.
O que concluímos é que está sobrando comodismo e faltando informação e união por parte dos estudantes, que agem, muitas vezes, como marionetes de professores tradicionalistas, que são, hoje, nada mais do que escravos de um hábito ultrapassado por terem construído toda uma carreira em torno da vivissecção.
O GETEA é criado, então, neste ano de 2005, para tentar mudar essa realidade, buscando unir estudantes de todos os cursos e cantos do país, de todas as universidades e colégios onde ainda são mortos animais para fins didáticos.
Fórum de discussão
Há um fórum de discussão no YAHOO-GRUPOS e no ORKUT, onde os estudantes poderão buscar informações com advogados, veterinários, biólogos e outros profissionais do GETEA, além de trocar informações e experiências com outros estudantes que lutam, em suas universidades, contra a vivissecção.
GETEA NO ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4385328
GETEA NO YAHOO-GRUPOS: http://br.groups.yahoo.com/group/grupogetea/
Para maiores informações, entrem em contato conosco, através do e-mail:
grupogetea@gmail.com
Marcelo Thomé e grupo GETEA.
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